Nova Central lança nota de repúdio ao fechamento da usina termelétrica de charqueadas

A Nova Central Sindical de Trabalhadores do Rio Grande do Sul veio a público, através de seu presidente, Oniro da Silva Camilo, repudiar a tomada de decisão da Engie Tractebel Energia de desativar a unidade da Usina Termelétrica de Charqueadas, em 31 de agosto de 2016. A nota de repúdio cita a medida pegou a todos os trabalhadores, sindicalistas e autoridades políticas da região carbonífera de surpresa já que a Tractebel, em fevereiro, confirmou que a usina seguiria operando, pelo menos, até 31 de dezembro de 2016, após a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) ter autorizado a diminuição da potência da unidade de 72 MW para 36MW, o que era necessário para enquadrar o empreendimento nos critérios de eficiência da Resolução Normativa nº 500 da agência reguladora e, assim, não perder o subsídio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

A Nova Central-RS está preocupada com o fechamento de 2.400 postos de empregos diretos e indiretos, que advirão da desativação da usina, o que representa um baque nas cadeias produtiva e econômica de toda a região do baixo Jacuí, já que a usina termelétrica produzia energia há 54 anos. Como forma de preservar empregos e proteger a cadeia produtiva e o desenvolvimento da região foi realizada uma Audiência Pública Contra o Desemprego na Região Carbonífera, no dia 24 de março, na cidade de São Jerônimo, promovida pela Nova Central-RS, Sindicato dos Mineiros RS e Associação das Câmaras de Vereadores da Região Carbonífera, onde foi formada uma Comissão envolvendo sindicalistas, trabalhadores, prefeitos e vereadores.

De lá para cá já aconteceram reuniões na Secretaria de Minas e Energia, em Porto Alegre e, também, no Ministério de Minas e Energia, em Brasília. Ao contrário do governo estadual e dos parlamentares presentes, tanto na reunião local, quanto na nacional, a empresa Tractebel não mostrou-se sensibilizada com a situação dos trabalhadores e, muito menos, em como ficaria a população ativa e a economia das cidades envolvidas no rol de desempregados.
Assim, a Nova Central-RS repudia todas as ações e medidas tomadas por empresas que só visam o lucro, sem preocupar-se com a consequência de atos tão cruéis, como o de jogar no limbo da economia, 2.400 famílias pertencentes aos trabalhadores do carvão e as empresas terceirizadas da usina termelétrica de Charqueadas. A Nova Central Sindical de Trabalhadores RS também reafirma seu compromisso com a luta pelos trabalhadores que estão na iminência da perda de empregos e continuará trabalhando com afinco na proteção do desenvolvimento e na busca de soluções para alavancar as cadeias produtiva e econômica da região carbonífera.

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