Reforma Trabalhista dificulta negociações do dissídio 2018

Sindicato dos Sapateiros se reúne nesta quarta-feira para nova reunião com o patronal

O Sindicato dos Sapateiros deu início na última semana às reuniões que vão culminar no reajuste para os trabalhadores, em Parobé. Neste ano, a proposta para a categoria é de reajuste em 3,61% (inflação), além dos 5% de aumento real.

Porém, segundo a diretoria da entidade, a reforma trabalhista atrasa o processo de negociação. “Já enfrentávamos dificuldades, mas agora está sendo ainda mais difícil negociar com o patronal em decorrência desta lei, que acabou fragilizando o trabalhador em vários aspectos”, destacou o presidente, João Pires.

Atuando junto ao sindicato em busca de um número justo para a categoria, o assessor jurídico, Eduardo Francischetti, salienta que em termos de negociação ainda não houve uma evolução. “O Sindicato Patronal se mantém, não abrem mão de nada a mais do que a inflação e ainda, querem remover cláusulas importantes dos direitos dos trabalhadores. A negociação será longa neste ano”, enfatiza.

Já o secretário da entidade, Sandro Fagundes, ressalta a necessidade de mobilização dos trabalhadores da indústria calçadista. “Somente desta forma é que vamos garantir uma negociação justa. Então é preciso que a categoria atenda nossa chamada e participem das próximas assembleias”, afirma.

Nesta quarta-feira, dia 29, às 13h30, o Sindicato dos Sapateiros receberá os representantes do Sindicato Patronal para uma segunda rodada de negociações. O encontro acontecerá na sede da entidade.

 Entidade calçadista pede reajuste de 3.61% e aumento real de 5% para a categoria

Entidade calçadista pede reajuste de 3.61% e aumento real de 5% para a categoria

Divulgação/Sindicato dos Sapateiros

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