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Empresa calçadista demite mais de 100 funcionários

Sindicato dos Sapateiros de Parobé luta para que direitos trabalhistas sejam pagos.
O clima de demissão tomou conta da cidade de Parobé no mês de maio. A empresa calçadista Crysalis, demitiu mais de 100 funcionários e pediu concordata (declarou falência). Os funcionários foram pegos de surpresa, além do emprego, também ficaram sem receber seus os diretos trabalhistas.O Presidente do Sindicato dos Sapateiros de Parobé, João Pires, reuniu todos os demitidos na sede da instituição. Estiveram presentes advogados que auxiliaram gratuitamente os ex-funcionários para os próximos passos. A demissão em massa deixou todos surpresos. “Não esperávamos essa atitude da Crysalis. Sabemos que estamos passando por um período difícil, mas a empresa nunca nos procurou para relatar qualquer tipo de dificuldade” esclareceu Pires.

O que preocupa também a situação é a mão de obra terceirizada, já que na cidade de Parobé, muitas famílias tem o sustento através de atelieres calçadistas. “Apesar da empresa não ter encerrado suas atividades, grande parte da produção não existe mais. Agora temos que nos planejar e garantir que essas pessoas terão seus direitos assegurados. Estamos tentando contato com a Crysalis, pois queremos saber qual é o futuro dos trabalhadores que ainda continuam na empresa” explicou o presidente.

A empresa Crysalis emprega diversos trabalhadores na região do Paranhana, além de Parobé também atua no município de Igrejinha. A situação se agrava, pois a empresa pediu concordata, e demissões em massas ainda podem ocorrer. “Esperamos que a Crysalis consiga reverter essa situação. Nossa preocupação com os trabalhadores não diminuiu, vamos fazer de tudo para que não haja atraso de salários, e caso demissões ocorram, vamos cuidar para que os direitos trabalhistas sejam assegurados” afirmou Pires.

Todos os funcionários,sócios do Sindicato de Parobé, que foram dispensados pela Crysalis tem a disposição todos os serviços da instituição, incluindo advogados, que trabalham para que seus direitos sejam assegurados. Apesar das demissões, o segundo semestre deve ter melhor resultado na indústria calçadista. As exportações apontam forte crescimento, gerando assim empregos para a região. “Conforme estamos conversando com as empresas, as exportações são a grande aposta de negócio para a segunda metade deste ano. Esperamos que as pessoas que perderam seu emprego possam logo voltar ao mercado de trabalho, e com isso freando as demissões” declarou Pires.

 

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