Dirigentes analisam cenário para novas mobilizações

Seguindo todos os protocolos de distanciamento, a Federação dos Trabalhadores da Indústria do Calçado e Vestuário do RS (FETICVERGS) promoveu na última semana uma reunião para analisar o cenário perante a mais um ano de pandemia da covid-19. O local escolhido para o encontro foi o Sindicato dos Sapateiros de Parobé.

Entre os principais objetivos do encontro, esteve a verificação dos números apresentados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Conforme os economistas da entidade, tanto a cesta básica quanto os demais itens econômicos tiveram impactos significativos na qualidade de vida dos trabalhadores gaúchos. O documento enviado apresenta um aumento de 25% no custo de vida dos assalariados, além de um demonstrativo que comprova a necessidade de um aumento real na renda da categoria.

“São números importantes que trazem uma realidade já esperada. Desde o começo da pandemia os trabalhadores vêm enfrentando dificuldade para manter os itens básicos de suas rotinas. Nós temos uma responsabilidade ainda maior neste ano”, salientou o advogado da federação, Eduardo Francisquetti.  

Outro ponto do debate entre os representantes dos sindicatos, foi a necessidade de aumento também do piso regional. As centrais reivindicam para este ano um reajuste no total de 13,79%. Atualmente o Rio Grande do Sul responde por 32,4% do emprego calçadista no Brasil.

“As propostas deste ano devem agravar a perda de direitos. Agravam-se as dificuldades das negociações, principalmente perante a ameaça de demissões. Este é um desafio que o movimento sindical vai enfrentar com novas diretrizes”, destacou Pires.

 Para isso, novos objetivos deverão ser traçados nos diferentes municípios que a entidade estadual representa. Apesar do distanciamento social, as mobilizações neste ano vão contar com atuação no ambiente digital.

“Nós estamos preparados para negociações onde vão colocar mais uma vez tentar sacrificar o suor diário da classe trabalhadora. Todos nós estamos avaliando os impactos da economia e como novas medidas aprovadas que podem prejudicar a categoria”, avalia Pires. Nas próximas semanas, uma nova reunião deverá ser realizada pela entidade para dar continuidade aos debates e formular propostas conjuntas para as negociações coletivas.

Imagem: FETICVERGS/Divulgação

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